Sobre o Universo Doom e os Source-Ports

atualizado em 15/06/2015

A produção de Doom começou em 1992, com John Carmack construindo o mecanismo gráfico enquanto a id terminava Spear of Destiny, a continuação de Wolfenstein 3D.
O game que é considerado o primeiro FPS para computador foi Wolfenstein 3D (1993), da ID Software. Porém, o gênero também foi conhecido por "Estilo Doom" ou "Tipo Doom", devido a popularidade do mesmo.
As grandes influências dos criadores foram os filmes Aliens e Evil Dead II.


 
Após o sucesso do jogo, a sua tecnologia ainda serviu como "exemplo" para outros jogos do mesmo gênero como Heretic e HeXen.
Vários jogos foram criados com sua engine, dentre eles podemos citar Heretic (um FPS que se passa na idade média e conta a história de um mago que luta contra D'Sparil, um demônio do abismo e as hordas do inferno), Hexen (sequência de Heretic) e Strife (mistura de RPG com FPS).


Doom foi e permanece notório por seus níveis de sangue e imagens satânicas, vistas pela primeira vez naquela época, gerando então controvérsias num amplo número de grupos.

Doom 1, comercializado como DOOM, foi  lançado em 1993, combinando gráficos 3D com violência gráfica, ele tornou-se tanto controverso quanto imensamente popular, com um lançamento em versão shareware que estima-se ter sido jogada por 15 milhões de pessoas.
Além de definir muitos elementos dos games de tiro em primeira pessoa, Doom estabeleceu uma sub-cultura por popularizar o jogos em rede e permitir expansões criadas pelos jogadores (WADs).
O sucesso do jogo influenciou o boom de jogos nos anos 90 até o ponto desses jogos serem algumas vezes chamados de "clones do Doom".



Doom tem um tema de ficção-de-horror, e um enredo bem simples, que só aparece no manual, e a história dentro do jogo em si é mostrada em mensagens entre os episódios.

Ele foi criticado numerosas vezes por organizações cristãs por suas tonalidades satânicas e chamado de "simulador de assassino em massa" ("mass murder simulator") pelo Col. David Grossman, crítico e fundador do Killology Research Group. Doom causou temores quanto ao uso da então emergente tecnologia de realidade virtual para simular matanças extremamente realistas, e, em 1994 levou a tentativas mal-sucedidas pelo senador estadual de Washington Phil Talmadge de introduzir o cadastramento compulsório para uso de RV.

O jogo também foi associado ao famoso caso do Massacre de Columbine, onde dois garotos, tidos como excluídos onde estudavam, entraram em seu colégio disparando tiros em diversos colegas e professores. Entre as informações sobre os assassinos, ambos eram também jogadores assíduos de Doom (sendo que um deles criou um mapa amador para o mesmo). Estes fatores fortaleceram teorias conservadoras afirmando que jogos e músicas agressivas induzem a mentalidade violenta em muitos jovens ao redor do mundo.


No game, o jogador recebe o papel de um fuzileiro espacial,(o nome do fuzileiro nunca foi revelado então é normalmente chamado de Doomguy ou cara do Doom) "um dos mais durões na Terra, endurecido em combate e treinado para a ação" (one of Earth's toughest, hardened in combat and trained for action), que foi deportado para Marte por atirar num oficial superior quando este o ordenou a matar inocentes civis desarmados. Ele é forçado a trabalhar para a Union Aerospace Corporation (UAC), um complexo militar-industrial que está realizando experiências secretas em teleportação entre as luas de Marte, Phobos e Deimos. De súbito, algo dá errado e criaturas aparentemente vindas do inferno começam a vir das áreas de teleporte. Uma resposta defensiva da segurança da base falha em deter a invasão, e é rapidamente dominada por demônios, com toda a guarnição morta ou transformada em zumbis. Ao mesmo tempo, Deimos desaparece inteiramente. Um time da UAC em Marte é enviado a Phobos para investigar o incidente, mas o contato pelo rádio cessa e apenas um deles permanece vivo: o jogador, cuja tarefa é escapar vivo.
Para terminar o jogo, o jogador precisa batalhar em três episódios contendo nove missões cada. Atravessando milhares de lugares e indo ao inferno literalmente para poder viver. (ou sobreviver...)

A franquia Doom continuou com Doom II: Hell on Earth (1994) e numerosos pacotes de expansão como Ultimate Doom (1995), Master Levels for Doom II (1995), e Final Doom (1996). A maioria criado por fãs, sendo lançados para o PC/DOS, esses jogos foram subsequentemente portados para várias outras plataformas, incluindo nove diferentes jogos para consoles.

A série perdeu o apelo tão logo o mecanismo gráfico do Doom se tornou obsoleto no final dos anos 90 mas foi revivido em 2004 com o lançamento do Doom 3, uma releitura do jogo original usando nova tecnologia. Rendendo também, em 2005 um filme.

Fora do universo dos jogos, alguns livros (romances) foram publicados em diversos volumes, contando histórias fictícias sobre o jogo, que foram aprovadas pelos criadores e vendidas oficialmente.



Uma curta história em quadrinhos não-oficial também foi criada...






Além disso, usando editores de WAD (arquivo onde se encontra os principais dados do jogo) foi possível a criação de Mod's (que são modificações do jogo original), como por exemplo: CyberCrime, Dbzome_v7, entre outros. Estes mapas amadores são usados para competições online e single player, podendo adicionar diversas modalidades, itens, armas e monstros novos ao jogo, criando assim infinitas versões e fases alternativas.




O que é um "Source Port" ? 

Um Source Port é ferramenta que usa o código da engine de Doom.


O Termo geralmente denota uma modificação feita por fãs,
em oposição a qualquer versão oficial produzida pela id Software (desenvolvedora do Doom)
ou quaisquer companhias afiliadas.

O código-fonte de Doom (Doom source code) foi liberado para o público em 1997.

Source Ports foram criados para uma enorme variedade de sistemas operacionais de PC, e outras plataformas de hardware: o Macintosh,
o Game Park 32 (um PDA coreano), os telefones celulares Nokia 7650 e 9210, o Sega Dreamcast, e qualquer ambiente POSIX com o X Window System.

O propósito original dos Source-Ports era a maior compatibilidade com outros componentes, sitemas operacionais e PC's possível, mas logo no começo da liberação do código fonte, alguns programadores começaram a modificar o código original, corrigindo bugs, ou melhorando componentes do mesmo,
até incluir outras funcionalidades que o código original não tinha.

O código foi originalmente liberado sobre a propriedade de licença, o qual proibia o uso comercial do mesmo e que deixava bem claro que não era preciso que os progamadores liberasem seus códigos para arquivos executados.


Alguns source ports do Doom para Linux:



* CGDoom
* Chocolate Doom
* csDoom
* Doom Legacy
* Doomsday
* Doom SysAdmin Tool
* DOSDoom
* EDGE
* ggiDoom
* glHeretic
* Linux Heretic
* Linux Hexen
* LsDoom
* LxDoom
* Odamex
* ReMooD
* PowerDoom (PowerPak engine)
* PrBoom
* psDoom
* SDL Doom
* SDL Hexen
* SGI Doom
* Skulltag
* SvStrife
* Vavoom
* XDoom
* ZDaemon (Server)
* ZDoom


=) Bem, já apresentados e sabendo de todo o contexto, iremos postar agora no site, além do Doom "original" para o linux (inclusive o Doom 3, e noticias a cerca do Doom 4 !!) diversos source ports e alguns mods do Doom para o Linux.

Doom 4 (ou simplesmente Doom):
http://www.esli-nux.com/2015/06/bethesda-na-e3-2015-doom.html
O próximo Doom, anunciado para 2016 foi mostrado na E3 esta semana.


Lembrando: Existe várias comunidades e sites APENAS com este propósito, disponibilizar e desenvolver novos mapas, packs, source ports, modificações, etc...
Se você já é um Doomer-maniaco, fique de olho nestes links:


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